UNIVERSO DO HAICAI
O Vôo de Olga Amorim
Talvez poucos tenham tão profundamente em si a alma japonesa como Olga Amorim, que acabe de nos brindar com o livro “Vôo de Libélulas” (Scortecci, SP, 2004, 70 p.).
São inúmeras as anotações de instantes que até o próprio Bashô gostaria de ter escrito, como estes:
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O menino luta
No cemitério contra o vento
Ao acender a vela.
Ao encerrar estas palavras sobre a obra de Olga Amorim, transcrevemos mais alguns poemas para deleite dos leitores:
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Confetes boiando
no aguaceiro repentino.
Fim do carnaval.
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Botão entreaberto.
Mandacaru anunciando
Chuva no sertão.
Antônio Seixas
29 de novembro de 2004.